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A Internet é uma enorme rede, a nível mundial, constituída por pequenas redes de computadores, todos ligados por um protocolo comum, que permite a troca de informação entre computadores de diferentes tipos.  As redes pertencem a inúmeras organizações comerciais, de educação, do governo, de pesquisa e a particulares.  A Internet permite a milhões de computadores e a inúmeros usuários do sistema, colaborarem fácil e rapidamente, quer em pares quer em grupos.  Os usuários podem descobrir e ter acesso a pessoas e informações, distribuir informação e experimentar novas tecnologias e serviços.  A Internet tornou-se uma importante infra-estrutura global usada para a educação, pesquisa, formação profissional, função pública e empresas.   Existe uma complicada variedade de tipos de acesso à Internet.  Estes tipos de acessos distinguem-se, quer pelo tipo de serviços de que poderemos dispor (Telnet, Gopher, FTP ou File Transfer Protocol, World Wide Web, etc.) ou pela tecnologia que está na base do acesso (o protocolo, ou regras que os computadores devem seguir por forma a comunicarem entre si).  A Internet é mais claramente definida pela sua tecnologia, no entanto, outras tecnologias agora, oferecem acesso a muitos dos mesmos serviços da Internet, nomeadamente o correio eletrônico, e a World Wide Web.  Hoje em dia, a questão mais importante para um usuário não será provavelmente ¨ Estou na Internet? ¨ mas sim ¨Tenho acesso a todos os serviços da Internet que pretendo? ¨. Enquanto não for criado nenhum órgão oficial regulamentar para a Internet, a Internet Society funciona como uma organização internacional para a cooperação e coordenação da Internet. 1.2 Quais os benefícios de utilizar a Internet na sala de aula? A Internet é um ótimo recurso a ser utilizado na sala de aula.  Ao expandi-la, fornece informação, dados, imagens, e até mesmo software (programas) de locais que de outra forma seria impossível contatar, e de forma quase instantânea.  Este acesso instantâneo à informação pode tornar a educação do estudante mais relevante.  Alguns destes materiais são recursos originais muito dispendiosos, ou por vezes, de difícil aquisição por parte das escolas.  Algumas informações são notícias desconhecidas dos mass media, o que requer uma análise crítica do seu conteúdo e valor por parte dos estudantes.   Mas a Internet não é apenas um local de onde retirar alguma coisa.  É também, um local para comunicar, para contatar pessoas de todo o mundo.  A Internet traz para a sala de aula, peritos em todas as áreas, novos e velhos amigos, e colegas.  E permite aos estudantes e professores saírem da sala de aula e partilharem idéias com pessoas que se encontram longe.  O isolamento inerente à profissão de professor é conhecido dos educadores.  Através da Internet, o contacto com colegas de outras partes do mundo, bem como com aqueles que trabalham fora da sala de aula, os educadores não se encontrarão assim tão isolados.   O seu site poderá também se tornar uma valiosa fonte de informação.  Considere a experiência da sua escola que poderá ser partilhada com outros em todo o mundo.  Para saber como encontrar escolas presentes na Internet, ver  HYPERLINK "http://web66.coled.umn.edu/schools.html" http://web66.coled.umn.edu/schools.html Através do uso da Internet  deixamos de considerar o professor como um perito, mas sim como alguém que é responsável pela aprendizagem, tornando-a uma parte vital para a reforma escolar.  Muitos esforços da reforma tentam a passagem do isolamento do professor para a colaboração do professor, da aprendizagem feita apenas no contexto de uma escola para a aprendizagem feita no contexto da vida, do saber para o aprender, do conteúdo para os conceitos.  A Internet poderá ajudar a conseguir estas mudanças, uma vez que, é indicada para ser usada como um projeto de recurso.  A informação na Internet, tal como no resto do mundo fora da sala de aula, não se encontra dividida em disciplinas, tais como, Geometria, Geografia ou Pintura.   Enquanto instrumento de fácil utilização dentro da sala de aula, o uso da Internet encoraja o tipo de independência e autonomia que muitos educadores consideram ser importante para o processo de aprendizagem.  O uso da Internet poderá ser um fator de motivação para os alunos.  Fatores como a classe social, raça e deficiências não estão presentes na comunicação quando se utiliza a Internet, tornando-se assim, o instrumento que satisfaz as necessidades de todos os alunos.   Existem inúmeros recursos que poderá utilizar para convencer os outros dos benefícios da utilização da Internet na sala de aula.  O NASA IITA (National Aeronautics and Space Administration Information Infrastucture Technology and Applications) na  HYPERLINK "http://www.k-12.org/" K-12 Internet Initiative ( HYPERLINK "http://www.k-12.org" www.k-12.org) produziu um vídeo com duração de 11 minutos, descrevendo os benefícios da utilização da Internet nas escolas.  O título é ¨Global Quest : The Internet in the Classroom¨.  Outro vídeo interessante é ”Experience the Power: Network Technology for Education”, produzido pelo Centro Nacional de Estatísticas da Educação no Departamento da Educação dos Estados Unidos.  Vários artigos publicados em alguns periódicos dão ênfase à questão do uso da Internet na sala de aula.  Um particularmente interessante, escrito por Al Rogers da Global SchoolNet Foundation intitula-se, “Global Literacy in a Gutenberg Culture.”  As composições dos alunos são também um testemunho importante.       1.3 O uso da Internet substituirá os Professores? Tal como os livro de textos, periódicos, vídeos, oradores convidados e viagens de estudo são utilizadas para completar um curriculum, a Internet pode ser utilizada como um instrumento de ensino e aprendizagem. Isso não significa que deva ser o único método usado.  Os professores continuarão responsáveis pela tomada de decisões acerca da melhor forma de utilizar a Internet como um instrumento, tal como acontece com outros materiais utilizados na sala de aula.  Podem também utilizar a Internet para individualizar a aprendizagem do aluno, tornando mais relevantes as experiências do aluno.   1.4 Esta tecnologia substituirá os livros? Existe espaço em qualquer escola para todos os tipos de materiais e recursos.  Livros e outros materiais impressos, continuarão, com certeza, a ser importantes.  Os recursos da Internet têm a vantagem de juntar a informação proveniente de todo o mundo, tornando-se, assim, num instrumento de pesquisa útil.  Tal como anteriormente referido, podem também fornecer informações de último minuto, e por isso, particularmente relevantes.  Poderá ainda ter a oportunidade de contatar um perito que clarifique ou atualize o que encontrar em materiais publicados.   Um fator a considerar é que muito do material publicado na Internet não tem a reputação de uma prestigiada editora ou de um autor conhecido, e pode portanto, ser vista como menos confiável do que os livros.  Por exemplo, uma enciclopédia ou almanaque encontrado na biblioteca de uma escola, pode ser aceito como válido e irrefutável, enquanto que uma fonte encontrada na Internet poderá originar um olhar mais crítico.  No entanto, a falta de notoriedade nem sempre é um fator negativo.  Ler um testemunho de um estudante acerca da queda do muro de Berlim no dia em que aconteceu, pode ser uma informação valiosa, mesmo não sendo o estudante um escritor famoso. Se é verdade que através dos materiais da Internet, se torna cada vez mais importante avaliar de onde eles vêm, um dos contrastes de uma boa educação é acessar a informação de forma crítica, não importa qualquer que seja a sua origem ou fonte.   1.5 Como pode o uso da Internet ser integrado no curriculum já existente? Esta é uma questão fundamental.  Por forma a que a Internet seja utilizada com sucesso nas escolas, deve ser empregada como um instrumento para ensinar o conteúdo e para atingir objetivos educativos previamente estabelecidos.  Não pode ser vista como um fim em si mesma.    Individualmente, os professores terão primeiro de se familiarizar com a Internet para saberem como fazer pelo menos duas coisas: encontrar informação acerca dos temas que consideram importantes e localizar pessoas com objetivos educativos semelhantes.   Depois de familiarizados com a forma de encontrar informação na Internet, a maior parte dos professores, decide como usar os recursos da Internet para ajudar os seus alunos a atingir os objetivos.  Por exemplo, os professores de Ciências, explicam os furacões e outros fenômenos através da Internet, uma vez que, podem acessar dados recentes de satélite, em vez de utilizarem exemplos desatualizados retirados de livros.   Quando os professores se familiarizam com outros usuários da Internet, alguns deles já agrupados em “comunidades” de interesse comum, podem adquirir experiência de como usar a Internet, aprendendo com os educadores que a utilizam a mais tempo; podem integrar projetos, contribuir para a sua evolução; e podem pedir e dar ajuda para resolver problemas na sala de aula quer se prendam com os conteúdos, com os alunos ou com a disciplina.   O acesso à Internet permite uma aprendizagem baseada em projetos.  Um professor numa sala de aula pode usar os dados e informação disponíveis na Internet como recurso para projetos, e existe também, uma variedade de projetos que podem ser trabalhados na Internet ao mesmo tempo, e em mais do que numa sala de aula.  Um projeto pode partir da idéia de um educador.  Um bom exemplo de um projeto deste tipo, é aquele que reúne dados recolhidos de diversos sites de todo o mundo, ou pelo menos do país.  Por exemplo, alunos de várias localidades, seguiram as migrações de pássaros e borboletas, compararam organismos e mediram a circunferência da terra de Norte a Sul.  Algumas organizações também realizam projetos, nos quais as escolas podem participar.  Dentre os vários grupos que convidaram escolas a participar em projetos relacionados com um tema específico figuram a Global SchoolNet Foundation, a European Schools Project, a International Educational and Research Network (IERN) e grupos associados a agências federais tais como, o Department of Energy, o United States Geological Survey, e a National Aeronautics and Space Administration. Em Portugal, a uARTE – Unidade de Apoio à Rede Telemática Educativa, no âmbito do Programa Internet na Escola, dinamiza projetos de telemática educativa a nível nacional.   A Internet pode também ser usada como meio para publicação de jornais redigidos por estudantes, exposições de arte, feiras de Ciência e ainda através de um programa global de correio eletrônico, em que “pen-pals” (colegas virtuais) podem discutir vários temas.    A questão fundamental acerca da utilização da Internet, é que esta serve de base de apoio ao curriculum escolar, mas não o define.   Aprender como funciona a Internet e como saber usá-la é um objetivo importante para o programa de qualquer escola, mas na sala de aula, a mensagem tem de ser enfatizada.   2. Questões relativas à utilização dos serviços da Internet A forma como encontrar pessoas, informações, software ou qualquer outro assunto na Internet é geralmente efetuada através de guias eletrônicos ou impressos e através dos serviços da Internet.  Nesta seção concentrar-nos-emos nos serviços. Existem três razões pelas quais respondemos a mais questões sobre a World  Wide Web do que sobre qualquer outro serviço on-line.  Primeiro, a World  Wide Web é, nesta altura, o instrumento mais proeminente da Internet.  Segundo, muitos (se não todos) dos outros serviços estão intrinsecamente incluídos na WWW; ou seja, eles existem, mas você pode ou não ter consciência de que os utiliza.  Terceiro, navegar pela Internet com a ajuda da World Wide Web é fácil; para pessoas que não se interessam por informática, o acesso à Internet tornou-se menos frustrante.   Isto não significa que encontrar o que pretende seja sempre fácil.  A Internet é como uma vasta biblioteca sem um catálogo aprofundado.  Estão-se a conceber e empregar novas formas de catalogar e de pesquisar e você precisará de algum tempo até aprender a utilizá-las.   2.1 O que é a World Wide Web? A World Wide Web (WWW) foi um projeto iniciado pelo CERN - European Laboratory for Particle Physics (Laboratório Europeu para Partículas Físicas) localizado em Genebra, Suíça, e atualmente gerida pelo World Wide Web Consortium.  Ao explorar a World Wide Web, os usuários navegam pelos documentos selecionando textos em evidência que conduzem a outros documentos ou locais.  O texto em evidência pode ser chamado de “apontador”, “ligação” ou “link”.  Esta navegação resulta numa exploração tridimensional dos documentos em vez de um documento unidimensional.  A World Wide Web incorpora diferentes meios nos seus documentos, incluindo texto, som, gráficos e imagens em movimento.   A World Wide Web apresenta quer uma interface gráfica quer uma interface textual aos vários recursos da Internet.  Os usuários não só poderão acessar documentos especificamente concebidos para a Web, como também poderão visualizar documentos em servidores Gopher, utilizar o FTP para transferir arquivos e utilizar uma sessão telnet.  Para alguns clientes da World Wide Web também é possível utilizar o correio eletrônico e o Usenet news.  Esta é uma forma fácil e tranqüila de abordar a Internet, não necessitando de um conhecimento técnico aprofundado. 2.2 Como poderei me ligar à World Wide Web? Genericamente, o acesso à Web é como utilizar qualquer outro serviço na Internet; o usuário acessa um programa “cliente” no seu computador que acessa um programa “servidor” localizado em qualquer parte do mundo.  Em termos de Web, o cliente chamar-se-á “browser” ou “navegador”.  O browser recolhe e lê documentos provenientes de servidores Web.  Os fornecedores de informação estabelecem servidores Web para serem utilizados pelos servidores de rede, e quando se tornar mais experiente na utilização da Internet, poderá querer tornar-se exatamente o mesmo tipo de fornecedor de informação.   A maioria dos browsers da Web partilham o mesmo tipo de características.  Uma dessas é a hotlist, bookmarks ou favoritos.  Este permite-lhe marcar os seus sites favoritos.  O seu browser irá armazenar estes sites e a sua localização, permitindo-lhe poder visitá-los mais tarde bastando para isso selecionar o nome do site a partir de um menu.  Outra característica comum à maioria dos browsers permite-lhe gravar o arquivo que está consultando no seu disco rígido. Alguns browsers mantêm um registo dos sites que visitou mais recentemente, permitindo-lhe voltar a visitá-los sem ter de digitar a sua localização.  Todos os browser são diferentes, assim é preferível explorar o seu próprio software de cliente e aprender as suas características através da prática.  A maioria das pessoas, mesmo as que não possuem muita experiência na área de informática, descobrem que é mais simples aprender a utilizar o browser através da experimentação do mesmo.   Cada documento presente nos servidores Web na Internet possui o seu próprio endereço denominado local. O termo técnico associado é URL – Universal Resource Locator.  Os browsers negociam URL da mesma forma como o software do correio negocia endereços de correio eletrônico. Os usuários podem digitar no URL ou local Internet para que o browser tenha acesso.  Estes também estão embutidos nos documentos da Web, proporcionando uma infinidade de ligações a outros endereços ou documentos formando o a seguir denominado hipertexto.   2.3 Como é composta a World Wide Web?    A Web funciona como um sistema distribuído por hiperligações.  O objetivo deste sistema é permitir a troca de informações pela Internet através de hiper-documentos chamados páginas Web.  Os hiper-documentos são textos ligados a informação sob vários formatos (texto, gráfico, vídeo), permitindo ligá-los a outros documentos para obter mais informação acerca de um determinado tema, e voltar à mesma localização do documento original com relativa facilidade.  O resultado compreende o hipertexto.   Os documentos publicados na Web são construídos em HyperText Markup Language, ou HTML.  Esta é uma linguagem simples que permite-lhe formatar texto, inserir imagens e som, e criar ligações (links) num documento.  Ajudas acerca da criação de serviços da Web estão disponíveis na página web da uARTE –  HYPERLINK "http://www.uarte.mct.pt/internet-escola/documentacao.html" http://www.uarte.mct.pt/internet-escola/documentacao.html.      2.4 Onde eu consigo um browser da World Wide Web?    Na altura da redação deste documento os dois principais Web browsers são o  HYPERLINK "http://www.netscape.com/" Netscape, o  HYPERLINK "http://www.microsoft.com/" Internet Explorer.  O Netscape e o IE são produtos comerciais, normalmente grátis. O IE já está presente nos computadores com sistema Windows 95, 98, 2000, NT ou ME. O Netscape deve ser “baixado” de seu site www.netscape.com.   Para os usuários com conexões de mais baixa velocidade, que não podem utilizar browsers totalmente gráficos, existe um browser baseado em texto disponível para os sistemas Unix, chamado Lynx.    2.5 Quais os outros serviços existentes na Internet? Existem vários outros serviços que o ajudarão a familiarizar-se com a Internet.  Os mais comuns são aqui descritos.  Para mais informação, ver “EFF´s (Extended) Guide to the Internet” da Electronic Frontier Foundation e “The Whole Internet User´s Guide and Catalog” por Ed Krol.   Correio eletrônico.  É provavelmente a ferramenta básica a utilizar na Internet, e pode ser utilizado de duas formas.  Pode enviar e receber mensagens de uma pessoa, ou pode participar numa discussão acerca de um tema com um grupo de pessoas.  Estes grupos têm a designação de mailing lists.  Você entra e sai de uma lista enviando correio para um endereço de e-mail, e envia mensagens para todas as pessoas da lista enviando correio para um  outro endereço ligeiramente diferente.  Por vezes, a inscrição na lista é feita por uma pessoa, outras o processo é automático.  Para mais informação, consulte  HYPERLINK "http://www.uarte.mct.pt/ajuda" http://www.uarte.mct.pt/ajuda. USENET News. também conhecido por Net News ou NewsGroups.  A forma de ler mensagens  é semelhante à forma de integrar uma lista de Correio eletrônico, mas em vez das mensagens chegarem à sua caixa de correio, você usa um news reader para ler as mensagens de um servidor, onde se encontram acumuladas. FTP.  Abreviatura de File Transfer Protocol, e tal como o nome indica, permite-lhe transferir arquivos de um computador para outro.  É a designação do Protocolo e do programa.  Um tipo especial de FTP, Anonymous FTP, permite-lhe aceder aos muitos arquivos públicos da Internet.  O FTP não é usado sozinho, tal como acontecia, uma vez que, as pessoas utilizam muitas vezes os browsers e os clientes Gopher que integram o FTP quando desejam recuperar arquivos.   Telnet.  A telnet permite-lhe entrar num computador em qualquer lugar da Internet e aí usar o serviço.  Por exemplo, se não tiver um cliente Gopher ou um Web browser, existem alguns sites de acesso público a que pode aceder por forma a usar um cliente Gopher ou Web browser baseado em texto.    Gopher.  É uma ferramenta que lhe permite procurar informação através de um sistema de menus.  Se souber o que procura, e tiver alguma idéia de como encontrar, Gopher facilitar-lhe-á a sua procura.  E quando tiver localizado algo com interesse para si, quer seja um documento, um conjunto de dados, ou uma figura, o Gopher recuperá-los-á. Ferramentas de Busca e Indexação. O Altavista, Yahoo, Lycos, WebCrawler, e o Cadê são muitas das ferramentas de busca e indexação disponíveis na e para a World Wide Web.   Videoconferência. O CU-SeeMe, desenvolvido pela Universidade de Cornell, apresenta capacidades de conferência numa rede IP.  Pode participar numa videoconferência CU-SeeMe, como emissor, receptor ou ambos.  Através do uso de retransmissores, vários sites podem participar numa qualquer conferência.  Se desejar enviar som ou imagem, necessitará de uma câmara e de uma placa de vídeo no seu computador.  Para obter informação completa acerca do hardware necessário, consulte a CU-SeeMe Web Site; existe também uma mailing list com informação acerca do CU-SeeMe.  Para orientação e discussão acerca do uso do CU-SeeMe como ferramenta de ensino, a Global SchoolNet Foundation dispõe de uma mail list designada Cu-SeeMe-Schools que anuncia as oportunidades de participação em eventos CU-SeeMe. Outra opção gratuita para a realização de videoconferências pessoa-a-pessoa é o NetMeeting, da Microsoft. 3. Questões acerca dos recursos da sala de aula, projetos e colaboração 3.1 Como poderei encontrar projetos específicos já desenvolvidos através da Internet? Servidores Web.   Global SchoolNet.  A Web site da Global SchoolNet Foundation contém informação e materiais importantes incluindo ajuda de implementação de projetos aprendendo com os aspectos positivos retirados de experiências de terceiros.  O site GSN contém também um registro importante de projetos nos quais  podem participar as escolas.   EdWeb. A EdWeb de Andy Carvin é uma excelente fonte de informação K-12.   CoSN.  O Consórcio para a School Networking mantém um servidor de Internet.   NASA.  As Spacelink and Quest da Nasa são indicadas para os educadores das escolas primária e secundária, são ambos planificações de aulas, unidades de curriculum baseadas na Internet e projetos e atividades interativas.  Muitos projetos da NASA também mantêm servidores de informação por computador.   Empire Internet Schoolhouse.  A Empire Internet Schoolhouse faz parte da New York State Education e Research Network (NYSERNet) uma extensão do seu programa Bridging the Gap.   Escolas K-12 na Internet.  Gleason Sackman da rede SENDIT do Dakota do Norte para educadores K-12, mantém uma lista ativa de escolas K-12 na Internet.   National School Network Testbed.  O Projeto Bolt Beranek e Newman (BBN) designado por National School Network Testbed, proporciona ligações a várias escolas e projetos.   Internet School Networking.  As Web pages do grupo do IETF isn-wg contêm vários documentos e estudos acerca de projetos.   Mailing lists:   Muitas pessoas que figuram nas listas de mailing, como é o caso da Ednet, Kidsphere, e o Consortium for School Networking Discussion List colocam os seus projetos e procuram parceiros e colaboradores.   News Groups    A hierarquia rcts.j12.* do Usenet News tem vários grupos para onde os educadores enviam os seus convites.   3.2 Em que situações a Internet está sendo utilizada na sala de aula atualmente? Os projetos que usam a Internet necessitam, por vezes, de sites de todo o mundo para conseguir dados a partir da área local para a seguir compilá-los, de forma a, serem usados por todos.  Padrões climáticos, poluentes da água ou do ar e migração das borboleta, são alguns dos dados recolhidos na Internet. Alguns dos projetos exigem apenas que saiba utilizar o correio eletrônico, outros que tenha acesso aos serviços mais avançados da Internet, e alguns oferecem variados níveis de participação.   Existem alguns projetos específicos que poderá considerar interessantes:   KIDS. É um projeto gerido pela Sociedade não-lucrativa Kidlink.  Este inclui listas de discussão e serviços, alguns apenas para crianças dos 10 aos 15 anos de idade.   Academy one.  Faz parte do National PublicTelecomputing Network (NPTN) e normalmente tem vários projetos a correr ao mesmo tempo.   I* EARN.  A International Education and Research Network, um projeto do Fundo não-lucrativo Copen Family.  Facilita as telecomunicações em escolas por todo o mundo.   Chatback Trust.  Criado para disponibilizar o correio eletrônico nas escolas no Reino Unido e em todo o mundo a ser utilizado por alunos com deficiências de comunicação mentais ou físicas, o Chatback Trust e Chatback International mantêm um servidor de rede que poderá querer investigar.   ESP.  O European Schools Project (ESP) envolve aproximadamente 200 escolas em 20 países e tem por objetivo construir um sistema de apoio aos educadores do ensino secundário.   Electronic Field Trips.  Os projetos interativos on-line no servidor NASA Quest e o Projeto Jason são concebidos especialmente para proporcionar o contacto das turmas com a Ciência e com Cientistas.   3.3 Existem alguns guias de utilização da Internet nas escolas que refiram todos estes recursos? Guias impressos acerca da utilização da Internet na educação começam a aparecer, bem como novos livros acerca da Internet, e poderá esperar por mais num futuro próximo.  O problema dos guias impressos é que ficam desatualizados rapidamente, uma vez que, a Internet está em constante desenvolvimento.  Muitos documentos (tal como este), tentam referir apenas as sites de recurso mais estáveis, e mesmo se tudo o que tentar não estiver disponível, estes guias podem ser úteis se não conhecer bem a Internet. 3.4 Como posso adicionar as minhas próprias contribuições à Internet? Para além de partilhar os seus conhecimentos e experiência acerca das listas de correio eletrônico e news groups mencionados, à medida que vai adquirindo experiência poderá considerar que tem o conhecimento e vocação para formar uma Web page para a sua própria site.  Muitas escolas em todo o mundo dispõem de Web pages, quer em servidores Web que constroem na escola, ou na sua grande maioria, em servidores noutro site para publicar projetos levados a cabo por estudantes e informação acerca das suas escolas. A RCTS proporciona um espaço no servidor do PoP para cada escola colocar as suas páginas. A Hot List de Gleason Sackman de sites de escolas K-12 e Web66 oferece um bom número deste tipo de escolas e proporciona ligações às suas home pages.  Estas páginas podem dar-lhe idéias acerca das formas de utilização da World Wide Web por parte da sua escola para contribuir para a Rede Telemática Educativa.  Existem também alguns sites que lhe dão instruções acerca da forma de criação e publicação na Web, como por exemplo  HYPERLINK "http://www.pop-feup.rcts.pt/" http://www.pop-feup.rcts.pt/   4. Questões acerca de segurança e ética 4.1 Ouvi dizer que há muito material controverso na Internet.  Como devo enfrentar este problema? Uma vez que as notícias sensacionalistas dos media tendem depreciar o uso da Internet no contexto da educação, em favorecimento de um material mais controverso, esta será com certeza uma das questões levantadas quando a sua escola se liga à Internet.  Os educadores envolvidos devem informar-se acerca desta questão e formular uma estratégia para a resolução dos problemas antes que estes surjam.  Um ponto importante a ter em consideração é que os alunos não vão de encontro a esse material no decorrer da maior parte das explorações educativas.  Apesar de não estarmos a sugerir que as pessoas nunca encontram essa informação por acaso, a maior parte encontram-na deliberadamente.   A medida mais importante e efetiva que as escolas devem tomar, é desenvolver políticas claras para pautar a utilização da Internet por parte dos alunos e estabelecer regras, e consequências para quem as violar, que conduzam o comportamento face à Internet.  Estas políticas designadas  HYPERLINK "ftp://ftp.isi.edu/in-notes/rfc1746.txt" Acceptable Use Policies (AUPs), funcionam melhor quando na mesma linha de ação das regras que regulam outros tipos de comportamento na escola.  Para além disso, as escolas deveriam integrar no curriculum questões relacionadas com tecnologia e ética.  As escolas devem continuar alerta, mas ao mesmo tempo considerar que é praticamente impossível garantir que os estudantes não conseguirão aceder a material controverso.  Será sensato esclarecer os pais e alunos para esta situação antes de ser dado ao aluno o acesso à Internet.   Existem vários produtos de software comercial que tentam enfrentar o problema do acesso a material controverso.  Bloqueiam o acesso a sites controversos, procuram texto específico no correio eletrônico, ou ambas as coisas.  Alguns podem ser configurados em casa ou na escola e outros ainda bloqueiam uma lista de sites mantida e configurada pelo PoP, no entanto entenda-se que este mecanismo é deveras ineficaz e produz um efeito de falsa segurança.   É também possível controlar o tempo e as oportunidades que os alunos têm para aceder à Internet e permitir apenas o acesso supervisionado, por exemplo pelo funcionário da biblioteca.  Muitos professores consideram que envolver os seus alunos em atividades de aprendizagem supervisionadas funcionará como um desencorajamento eficaz quanto à exploração da Internet.   Estas soluções podem ser utilizadas juntamente com políticas claras e consequências para a sua violação por forma a assegurar a integridade da escola, dos seus alunos e educadores.  Qualquer que seja a combinação ou combinações de opções escolhidas, é importante ensinar a ética do acesso à Internet.   Existem recursos para uma exploração mais aprofundada das questões relacionadas com os estudantes e com o material controverso disponível na Internet.  O National Center for Missing and Exploited Children produziu uma brochura prática e simples intitulada “Child safety on the information highway”, descrita pelo colunista Lawrence J. Magid do L.A. Times.  Esta encontra-se disponível em disquete e on-line.  Outro bom documento “Internet Parental Control Frequently Asked Questions” descreve as ferramentas disponíveis, na altura da redação deste documento, para ajuda em questões que envolvem as crianças que utilizam a Internet, desde orientação dos pais até restrições governamentais para sistemas de filtragem e indexação.  É produzido pela Voters Telecommunications Watch e está disponível na Internet.  Existe pelo menos uma mailing list à qual poderá desejar aderir, Children Accessing Controversial Information (CACI).   4.2 Como é que evitamos que os nossos computadores e os dos outros sejam invadidos por “hackers”? Em linguagem informática, um “hacker” é alguém perito em manipular sistemas informáticos que entra em sistemas alheios por pura diversão, não causando danos ou prejuízos.  Um “cracker” é alguém que, por maldade, entra em sistemas alheios e causa danos nesse mesmo sistema.   A segurança informática é indubitavelmente importante, quer relativamente à segurança dos computadores na escola, quer para assegurar o comportamento correto dos alunos (e de outros utilizadores).  Nesta área, não apenas a política da escola mas também as leis nacionais são aplicáveis.   4.3 Após estar ligado à Internet, como evitar que os vírus ataquem os nossos computadores? Mesmo que utilize a Internet apenas para a troca de dados (textos ou figuras), os vírus podem ser um problema.  Isto porque atualmente, vários programas permitem aos arquivos de dados incluir comandos executados quando os dados são carregados.  Sempre que gravar programas de software e os executar no seu computador, deve munir-se de todas as precauções.  Qualquer coisa que grave da Internet ou de um BBS pode estar contaminado.  Assim, qualquer programa, e mesmo alguns documentos, quer em fita ou em disco, incluindo software comercial ainda na sua embalagem original, pode estar contaminado.  Por isso, há duas precauções a tomar.  Uma delas é a instalação de um anti-vírus nos diversos PCs com ligação à rede. No caso dos PCs das escolas, um anti-vírus já está instalado um.  Segundo, utilize apenas fontes seguras a partir das quais gravará software e arquivos.  Quando tiver dúvidas quanto a carregar arquivos, pergunte a alguém. 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