ࡱ> IYbjbj,DT/]44448l,d48N:2 P \ $ "Jd  "d d b`8bbbd 8(d b b<@44bPrograma: PROGRAMA GRATUITO DE APRENDIZAGEM EM PLANO DE NEGCIO MDULO PLANO DE NEGCIO AULA 02 Professor Paulo de Tarso Mendes Luna Patrocnio: FINEP Realizao: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - UFSC CENTRO TECNOLGICO - CTC FUNDAO DO ENSINO DA ENGENHARIA EM SANTA CATARINA - FEESC LABORATRIO DE ENSINO A DISTNCIA - LED ESCOLA DE NOVOS EMPREENDEDORES - ENE Apoio: ABMES FUNADESP CANAIS UNIVERSITRIOS 1999 FLORIANPOLIS AULA 02 A VISO EMPREENDEDORA E A CONCRETIZAO DE NEGCIOS Objetivos da aula Compreender a necessidade da reflexo sobre o prprio futuro; Entender o que uma "viso " e sua importncia; Identificar os componentes da " viso" e suas caractersticas; Ser capaz de compreender as etapas necessrias a concepo de uma "viso empreendedora"; Entender a importncia da criatividade, do conhecimento e do relacionamento pessoal para a concretizao da viso empreendedora; Compreender como esta viso empreendedora pode ser usada para direcionar suas aes pessoais e profissionais, de forma responsvel e planejada; Aprender a formalizar uma viso empreendedora; Reconhecer a existncia de uma viso empreendedora como requisito para elaborao de um plano de negcio. Esta aula est dividida nos seguintes tpicos: Introduo Viso Empreendedora Os componentes da Viso Como Definir uma Viso A Consolidao da Viso Bibliografia Introduo Quer voc queira ou no, voc est sempre contribuindo para definir seu futuro pessoal e profissional. A maioria das pessoas no planeja seu futuro, simplesmente se "enquadra" no "fluxo padro" de formao ou de trabalho. No "fluxo padro" voc apenas realiza aes que cumprem os requisitos exigidos por esse fluxo (freqncia, notas boas ou razoveis, no caso da Universidade, ou apenas faz as tarefas solicitadas, no caso do trabalho). Se existir "um objetivo e um planejamento geral" estas aes sero realizadas de forma diferente. O nvel de ateno, o interesse e o aproveitamento bem maior. Em que isto pode contribuir para meu objetivo ou auxiliar-me em meu percurso para atingi-lo ? Esta pergunta uma constante em cada oportunidade de aprendizado (na educao ou no trabalho). Assim, voc se prepara melhor para ouvir, compreender e interagir, adquirindo as informaes, conhecimentos e habilidades necessrios para alcanar seus objetivos. Com relao a aquisio destas informaes, conhecimentos e habilidades importante salientar que no se deve esperar que algum os fornea exatamente da forma que voc precisa ou deseja. Quando eles nos so apresentados (por exemplo, por um professor) devem ser encarados sempre como estmulos que nos ajudam a refletir, reorganizar e aperfeioar nossas prprias informaes, conhecimentos e habilidades. Ou seja, s vezes aquilo que lhe falam no o mais importante, mas sim o efeito gerado pela sua reflexo sobre o assunto, ou sobre a forma como o mesmo foi apresentado, ou ainda sobre a aplicabilidade daquela "forma de pensar" em outras situaes. assim que foram inventados vrios produtos e servios. Mas como ir alm do "fluxo padro" ? preciso mudar. Eis a frmula da mudana [KELLOG Foundation 1999]:  Mudana = insatisfao + viso + primeiro passo + apoio A mudana o resultado de : insatisfao sobre o caminho para onde as coisas esto indo; a viso de como elas podem ser; um plano para um primeiro passo significativo; apoio apropriado (financeiro ou no). A mudana uma constante no mundo moderno. Somos cada vez mais desafiados, no mundo do trabalho, a mudar e nos adaptar a novas condies de mercado, freqentemente redefinindo o escopo de nossa atuao, face a um novo contexto. No podemos, portanto, ser avessos as mudanas, elas em maior ou menor grau faro parte de nossa vidas pessoais e profissionais. Pelo contrrio, devemos na medida do possvel dirig-las. Para dirig-las voc primeiro precisa tentar inferir para onde o caminho atual que voc est trilhando vai lev-lo. A pergunta clssica : se as coisas continuarem como esto, como voc estar daqui a 02, 05 ou 10 anos ? Se voc est fazendo este curso, provavelmente voc se preocupa com relao ao "caminho" que voc est seguindo atualmente e pretende melhor-lo. Voc precisa buscar apoio para definir um novo caminho ou melhorar o atual. Este apoio pode ser buscado junto a profissionais experientes (que atuem como seus tutores, conselheiros ou simples fonte de inspirao), programas de capacitao de empreendedores, nos livros e outras fontes de informao (com destaque para a internet), etc. O prprio conjunto de iniciativas disponibilizadas pelo Programa Engenheiro Empreendedor (as teleconferncias, esse curso de Plano de Negcio, o Concurso Nacional de Plano de Negcio) constituem um apoio para isto. Alm da preocupao em relao ao destino do atual caminho e o apoio a mudanas preciso definir uma viso de como as coisas podem ser e planejar para um primeiro passo significativo. sobre isto que trata esta aula : a viso e sua utilizao pelos empreendedores. Viso Empreendedora Imagine um escultor diante de uma pedra bruta (o futuro). A imagem mental da escultura que ele vai retirar da pedra a sua "viso". Sem ela dificilmente ele consegue criar uma bela escultura. Assim a viso, em parte racional (produto de anlise) e, em parte, emocional (produto da imaginao, intuio e valores). Vises so exerccios de imaginao sobre como as coisas podero ser no futuro. Essas vises criam cenrios que dirigem este futuro. Possuindo uma viso clara dele voc pode tomar decises hoje com base no que voc quer que acontea e no somente no que j ocorreu ou est acontecendo no momento. Elas ajudam voc a perceber a diferena entre o que nunca deve mudar e o que deve estar aberto a mudanas, atuando como um guia sobre o que preservar e que futuro construir. E mais do que isso, estas vises podem atrair e estimular voc a realizar as mudanas necessrias para que elas se concretizem. A "viso" algo que se define e se consolida gradativamente, a medida em que a pessoa se dedica a tornar um "feeling" inicial (uma viso ainda turva) na "certeza de um desejo, bem definido e vivel" (uma viso empreendedora). Para transformar a turva viso inicial (imagine um rascunho inacabado de uma pintura) em uma clara "viso empreendedora" (um belo quadro reproduzindo uma paisagem), preciso coletar informaes nas mais diversas fontes (possveis fornecedores, possveis clientes, possveis concorrentes, instituies de financiamento, etc), adquirir conhecimentos (por meio de cursos de capacitao, experincias prticas, de consulta a outras pessoas, etc), refletir sobre estas informaes e conhecimentos e, muitas vezes, envolver ou obter o apoio de outras pessoas para completar o trabalho. Assim como difcil reproduzir em um texto a nossa percepo da beleza de uma paisagem e os sentimentos que ela nos gera, tambm difcil formalizar em palavras uma viso. Palavras existem no papel; imagens existem no corao e na mente. Por isso, voc deve direcionar sua "viso empreendedora" para algo que voc gosta, que o empolgue e motive. S assim voc ter a energia que voc precisa para concretiz-la. muito difcil, atualmente, separar a vida profissional e pessoal. por este motivo que voc tem que escolher como futuro algo que voc goste. Imagine o sacrifcio que trabalhar oito horas ou mais por dia, o resto da vida, em algo que voc no gosta. claro que, mesmo voc escolhendo o que gosta, voc ter que fazer alguns sacrifcios. Entretanto, voc deve estar atento para no buscar o "sucesso profissional" a qualquer preo, sacrificando sua vida pessoal, o resto da vida. Voc no precisa fazer isto. J se percebeu que pessoas que procuram ter uma vida pessoal equilibrada so mais produtivas e tm maior facilidade de alcanar seus objetivos. Eventualmente, voc ter que se dedicar mais em algumas fases de sua vida ao seu projeto profissional, mas voc deve planej-la de forma tal que isto no seja uma constante. importante ressaltar que a questo financeira (leia-se lucro) uma conseqncia, no o objetivo final. Obviamente, para que sua "viso empreendedora" seja concretizada voc ter que definir os recursos necessrios (boa parte deles financeiros). Isso faz parte do processo de consolidao de sua viso que resultar em seu Plano de Negcio. Os Componentes da Viso Inicialmente, preciso distinguir entre a viso empreendedora pessoal e a viso empreendedora da empresa (que deve ser concebida e compartilhada com a participao de outras pessoas). Obviamente deve haver sintonia entre estas duas vises para que haja um real comprometimento das pessoas com o futuro da empresa em que trabalham. Uma viso (isto vale para ambos os tipos) composta por dois componentes bsicos : uma ideologia central e uma projeo do futuro. A primeira define para que e por que existir; a segunda representa o que a organizao pretende se tornar, alcanar e criar [Collins 1996]. A ideologia central algo imutvel, que resiste s descontinuidades ambientais, so os valores centrais (que correspondem a princpios guias das aes do profissional ou da empresa) e seu propsito central (razo de ser da empresa ou da carreira profissional pessoal). O propsito central no envolve objetivo especfico, ele " como uma estrela guia no horizonte: sempre perseguida mas nunca alcanada. Assim, apesar de ele em si no mudar, ele inspira mudana, porque se ele nunca pode ser realizado, ento a empresa nunca pode parar de estimular mudana e progresso". Alguns exemplos de propsitos centrais de empresas visionrias: 3M - resolver problemas insolveis de modo inovador; HP - prestar contribuies tcnicas para o avano e o bem estar da humanidade; WAL-MART - dar s pessoas mais simples oportunidade de comprar certas coisas como pessoas ricas; WALT DISNEY - fazer as pessoas felizes [Collins 1996]. A projeo do futuro, por sua vez, requer significativas e constantes mudanas, de tal modo que sejam possveis adequar as estratgias vigentes a um contexto em constante evoluo. Ela composta de duas partes : o estabelecimento de metas audaciosas para o futuro e uma descrio de como alcan-las. Um exemplo e a figura abaixo [Collins 1996] podem ajudar a esclarecer estes conceitos :  MERCK (empresa de medicamentos) IDEOLOGIA CENTRAL Valores Centrais : responsabilidade social da empresa; excelncia inequvoca em todos os aspectos da empresa; inovao baseada na cincia; honestidade e integridade; lucro, mas lucro a partir de trabalho que beneficia a humanidade. Propsito Central : Preservar e melhorar a vida humana. importante no confundir o conceito de ideologia central com o conceito de competncia central. Ex.: A Sony tem a competncia central de miniaturizar, mas ela pode mudar este foco sem mudar sua ideologia central, que avanar a tecnologia para benefcio do pblico geral. Em companhias visionrias como a Sony, as competncias centrais podem mudar todas as dcadas, mas a ideologia central, no; esta, resiste! [Collins 1996]. Como Definir uma Viso O processo de definio da viso se apoia fortemente no sistema de relaes do empreendedor (ou seja, nas pessoas que ele conhece e com as quais se relaciona). Quer ele saiba ou no, estas relaes podem influenciar fortemente o que ele pensa, sua percepo de mundo e o que ele conseguir fazer no futuro. Os empreendedores bem sucedidos aprendem (de forma intuitiva ou no) a moldar sua rede de relaes de forma a auxili-los a alcanar suas metas. A importncia da viso para o empreendedor to grande que alguns pesquisadores definem um empreendedor como algum que concebe, desenvolve e realiza vises [Filion 1989]. O empreendedor utiliza sua rede de relaes para auxili-lo a definir reas de interesse, para adquirir as informaes e conhecimentos de que necessita e para estabelecer parcerias que lhe garantam as competncias necessrias a concretizao de sua viso empreendedora. O Anexo Etapas para o Estabelecimento de uma Viso apresenta uma sugesto de passos para a definio de uma viso. No se preocupe se voc achar difcil definir estes itens. Esta no uma tarefa fcil. O importante que voc reflita sobre cada um destas etapas. Se voc fizer isso, voc conseguir uma verso inicial de sua viso empreendedora. Ela ir se tornando mais clara a medida em que "amadurece" ao longo do tempo.  PROTEJA SUA VISO comum pessoas terem uma "viso inicial de futuro" (ainda frgil) e apresent-la a outras pessoas sem terem ainda refletido sobre a melhor maneira de formaliz-la em palavras ou como apresent-la a terceiros. Surgem ento crticas do tipo : "isto no d certo porque ...", "vrios j tentaram e no conseguiram ...", "isto no bom porque ...", etc. E os proprietrios desta viso inicial acabam por concordar com as crticas ou diagnsticos de inviabilidade prvia concedidos e descartar sua "viso inicial de futuro". importante, conversar com outras pessoas sobre assuntos relativos a sua "viso" para aperfeio-la, no para mat-la ! TODAS as "vises" so frgeis logo aps sua concepo. TODAS as "vises" podem ser aperfeioadas. Proteja sua "viso". A Consolidao da Viso A consolidao da "viso" um processo evolutivo. Uma vez definida a viso necessrio buscar informaes, conhecimentos e habilidades relacionadas a rea de atuao escolhida (ver Anexo Etapas para o Estabelecimento de uma Viso) visando refletir sobre uma possvel idia de negcio (quer para montar uma empresa prpria, quer para a empresa na qual voc trabalha). Nesse ponto a criatividade fundamental. a criatividade, combinada com os seus conhecimentos (no h criatividade sem conhecimento !!), que definir uma idia de negcio.  Uma vez concebida uma idia de negcio preciso analisar os elementos determinantes da viabilidade e forma do negcio (questes relativas ao mercado, s competncias disponveis, aos possveis produtos e servios e a viabilidade econmico/ finan-ceira). Aps esta anlise que, finalmente, negcio definido (veja a figura ao lado). Mas, as coisas mudam e sua viso evolui (mantendo a sua ideologia central) e um novo ciclo se inicia, em uma espiral de evoluo (representada na figura a seguir).  O processo Criativo Passo a Passo: Chegou a Revoluo Criativa , por Otvio Rodrigues Revista Voc S.A. , ano 2 - n 15 - setembro/99 - pgina 52-59 Conscientizao: conhecimento do problema ou desafio: nesta fase se conhece a natureza do problema ou desafio, o prazo que se tem para resolv-los, os recursos disponveis e TUDO que existe de informao a respeito dele. Mastigao, preparao, cruzamento de idias: Aqui, o postulante a uma grande idia deve mastigar aquele TUDO, preparando o material e as informaes que obteve, cruzando possibilidade, relacionando e anotando hiptese. Incubao, abandono, calma de superfcie: Nesta etapa, "a coisa" ganha dimenso gasosa, o agente praticamente esquece o problema e muitas vezes o abandona. aquela cena do filme exatamente anterior ao: "Este mar est calmo demais para o meu gosto..." Iluminao, inspirao, exploso, insight, a idia surgindo do nada: Do nada, vrgula! Para chegar at aqui, j se ralou muito. Mas assim que se entende o processo. Aqui, num repente, nasce a coisa certa, muitas vezes, por mero acaso. Exposio, verificao, contato, a idia colocada em prtica: para completar o ciclo, preciso que a grande idia atinja seu objetivo final, qual seja: ganhar o mundo da realidade e poder, finalmente, ser observada e comprovada. O processo de consolidao da viso empreendedora ser visto em maiores detalhes nas prximas aulas. Veremos que uma vez definida a viso e o negcio a ser viabilizado hora de formaliz-lo por meio de um Plano de Negcio. Ele um dos mais importantes instrumento de planejamento e apresentao do seu negcio. Demos o primeiro passo, aprendemos a importncia da viso e as etapas para defin-la. A partir das prximas aulas, sero apresentados as estratgias e procedimentos prticos para elaborao do Plano de Negcio. Bibliografia COLLINS, James C. ; PORRAS, Jerry I. - Building Your Company's Vision - Harvard Business Review - setembro-outubro, 1996. DE MORI, Flvio; et. all. - Empreender - Identificando, avaliando e planejando um novo negcio. Florianpolis, Editora UFSC, 1998. FILION, Louis Jacques. O planejamento do seu sistema de aprendizagem empresarial: identifique uma viso e avalie seu sistema de relaes" . Revista de Administrao de Empresas, FGV, So Paulo - julho-setembro 1991. GOLEMAN, Daniel. Trabalhando com a Inteligncia Emocional. Rio de Janeiro, Editora Objetiva, 1999. KELLOGG Foundation Publication - "Visions of Change in Higher Education" - EUA -  HYPERLINK http://www.wkkf.org/Publications/VisionsBk/Default.htm http://www.wkkf.org/Publications/VisionsBk/Default.htm - 16/09/1999. MCNEILLY, Mark. Sun Tzu e a Arte dos Negcios: Seis Princpios Estratgicos para Executivos. Rio de Janeiro, Editora Campus, 1998. OHMAE, Kenichi - "Os Novos Limites da Empresa : Os desafios que executivos estratgicos enfrentaro no Sculo XXI." - Revista HSM Management - no 8 edio de maio-junho - 1998. PASCHOAL, Luiz; et. all. A vida Inteligente: Manual prtico pessoal para obter qualidade de vida e sucesso em todos os campos. So Paulo, Editora Nobel, 1999. ANEXO ETAPAS PARA O ESTABELECIMENTO DE UMA VISO EMPREENDEDORA A figura a seguir resume uma sugesto de processo de definio de "viso". Aps a mesma, cada uma das etapas brevemente descrita. ETAPA DE AUTO-CONHECIMENTO Reflita sobre voc mesmo, sua prpria histria, os valores e modelos resultantes de seu passado familiar, sua experincia profissional, sua educao formal e informal (leituras, viagens, filmes, etc), suas crenas, seu sistema de relaes, etc [Filion 1989]. Esta reflexo lhe auxiliar nas prximas etapas de definio de sua viso. 2. ETAPA DE IDENTIFICAO DE SUA IDEOLOGIA CENTRAL 2.1 Identifique seus valores centrais Faa uma lista de candidatos a valores centrais e submeta-os as seguintes perguntas [Collins 1996] : se amanh voc acordasse rico, com dinheiro suficiente para viver confortavelmente o resto da vida que valores voc manteria ? se as circunstncias mudassem de tal forma a penalizar voc por ter estes valores (por exemplo, o deixassem em desvantagem competitiva), ainda assim voc os manteria ? que valores voc se orgulharia e transmitiria a seus filhos para que tambm cultivassem quando adultos ? se amanh voc mudasse totalmente de ramo de atuao, continuaria a considerar estes mesmos valores ? voc consegue imaginar estes valores vlidos daqui a cem anos na forma como esto definidos hoje ? Somente os valores que resistirem a estas perguntas so valores centrais verdadeiros. No necessrio, nem aconselhvel ter um nmero grande deles. Alm disso, importante saber que voc no precisa procurar artificialmente valores centrais simpticos ou humansticos, ou que cativem ou impressionem terceiros. Eles existem para gui-lo e voc que precisa acreditar em sua validade e relevncia. 2.2 Identifique seu propsito central. O propsito central no envolve objetivo especfico, ele " como uma estrela guia no horizonte: sempre perseguida mas nunca alcanada. Assim, apesar de ele em si no mudar, ele inspira mudana, porque se ele nunca pode ser realizado, ento a empresa nunca pode parar de estimular mudana e progresso". Alguns exemplos de propsitos centrais de empresas visionrias: 3M - resolver problemas insolveis de modo inovador; HP - prestar contribuies tcnicas para o avano e o bem estar da humanidade; WAL-MART - dar s pessoas mais simples oportunidade de comprar certas coisas como pessoas ricas; WALT DISNEY - fazer as pessoas felizes [Collins 1996]. 3. DEFINIO DE SUAS REAS DE INTERESSE Identifique uma rea de interesse, levando em considerao suas preferncias pessoais e competncias atuais, bem como aquelas que voc pode dispor por meio de parcerias e aquelas que voc pode adquirir. Um empreendedor utiliza sua rede de relaes para auxili-lo a definir reas de interesse. Em especial para adquirir as informaes e conhecimentos de que necessita para localizar possveis reas de interesse. 4. ANLISE DOS PONTOS FORTES E FRACOS DE CADA REA DE INTERESSE IDENTIFICADA Para cada umas das reas de interesse identificadas, analise seus pontos fortes e fracos, a fim de escolher qual delas ser seu foco de atuao. Para isso, leve em considerao suas preferncias pessoais, as competncias que podem ser direcionadas a rea analisada (suas ou de possveis parceiros), questes de mercado, possveis produtos e servios, etc. 5. ESTUDO DA REA ESCOLHIDA Adquira as informaes e conhecimentos que puder obter sobre a rea de negcio escolhida, analise e reflita sobre elas. Faa isso de forma atenta e criativa, visando identificar oportunidades de negcio. 6. PROJETE UM FUTURO Estabelea metas audaciosas, com relao a sua atuao na rea escolhida. Tome por base as publicaes que revelam as tendncias e estratgias de mercado previstas para os prximos 5 ou 10 anos (hoje so comuns publicaes deste tipo em vrias reas). Cumprindo estas etapas voc ter definido a sua viso. O prximo passo comear a consolid-la. O Plano de Negcios ser um importante instrumento para auxili-lo nesta tarefa. PAGE 2 PAGE 13  PAGE 10 Mdulo Plano de Negcio - Professor Paulo de Tarso Mendes Luna Copyright( 1999 do autor - Permitida a impresso sem autorizao do autor, apenas para os alunos do Programa Gratuito de Aprendizagem a Distncia em Plano de Negcios, 1999.  EMBED Word.Picture.8    BD\^fgp  v xyz$F殦~vn>*CJOJQJB*CJOJQJjCJOJQJUmH CJOJQJB*CJOJQJ5B*CJOJQJB*B*CJ OJQJOJQJ CJOJQJ CJOJQJ CJOJQJ56OJQJ 5OJQJ >*B*CJ 5B*CJ OJQJOJQJB*CJ 5B*CJ$j5CJUmH+  BCD\]^fgr-D $d %d &d 'd $$d %d &d 'd $$d %d &d 'd   BCD\]^fgr3[պہ~{ Ai d  /3[ $dx $dh-D  $d %d &d 'd $$d %d &d 'd $ $d %d &d 'd  Z$6e 9 P  & F x h$ $ & Fexd $dx Z$6e 9 P h u a b < = A B  E~{xurolifc`]ZpqPQ]j            89:    d    >  }      "P h u a b < = A B  Exz -\ & F$$ & F x hExz -\xy]^B C F"G"##$$$$$E&F&~{xuroKL./tuYZNOv         XZ*xy]^B C F"G"##$$$$$$FIv$$$%?%D%b%&&&&X'y'''($(*@+++,,z,{,|,~,,,,,,,----..//0%0M3N3P33|444ļĶOJQJ 6OJQJ CJOJQJ6CJOJQJ56B*CJOJQJ 5OJQJ6B*OJQJ56B*OJQJ5B*OJQJjCJOJQJUmH jU5B*CJOJQJ>*CJOJQJ CJOJQJ5$$E&F&e(f(**!,",z,~,,,,,-H-e------...$r $ & F$$F&e(f(**!,",z,~,,,,,-H-e------...////11>2?2M3N344455û|wrolifcCD  !    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ESTUDA DA REA ESCOLHIDA Imutvel Evolutivo 6. PROJEO DE FUTURO VISO DEFINIDA Paulo Luna 1999   "+-@BDFGIY[lnprsu $&+-57IMB*CJOJQJhmH nH5B*CJOJQJhmH nHB*CJOJQJhmH nHB*CJOJQJhmH nH5B*CJOJQJhmH nH5B*CJOJQJhmH nH jUmH<!",-ABEFHIZ[mnqrtu  !"+,-@ABDEFGHIYZ[lmnpqrstu  $%&+,-567IJKL\ %&,-67JJKLMN N!"#$%Oh+'0|  8 D P\dltssPaulo de Tarso Mendes Lunaaul Normal.dotrPaulo de Tarso Mendes Luna2ulMicrosoft Word 8.0e@F#@H)@)՜.+,D՜.+,, hp|   o   Ttulo 6> _PID_GUIDAN{1C863FE5-796E-11D3-8EED-444553540000}z8%%)-{k9%@)Pm&#~ o&@J:&CW=9ߞi1^2޸Dr,\]gZ.!W4fteq12 ͞G2*,/'X%:{rgQDf;:] g_7%=lk~zQSCu:Uk Uk֖W7JZ]ƌ]t3)z){J{=?hSummaryInformation( DocumentSummaryInformation8 CompObjord 8.0@@n*@n}@n} 0 {E՜.+,D՜.+,8 hp|   /#SU   Apresentao Ttulod(RZ _PID_GUID _PID_HLINKSAN{E0C29DAD-677D-11D3-B2D9-525400E972DC}Av"7http://www.wkkf.org/Publications/VisionsBk/Default.htm  FDocumento do Microsoft Word MSWordDocWord.Document.89q [$@$NormalmHH@HTtulo 1$$d@& CJOJQJ:@:Ttulo 2 $$@& CJ OJQJR@RTtulo 3#$$$d %d &d 'd @& CJOJQJX@XTtulo 4#$$$d %d &d 'd @&5>*CJOJQJ6A@6Fonte parg. padroFB@FCorpo de texto$7dOJQJBBTexto de nota de rodap@&@@Ref. de nota de rodapH*2@"2 Cabealho  C", @2,Rodap  C"0)@A0Nmero de pginaJPRJCorpo de texto 2$6B*CJOJQJ2/@b2Lista  CJOJQJ(U@q( Hyperlink>*B*U U            v^F"+Z5J8?{DF OU XE  4 +...1F4FXY.7;@DP $.;CJUpYY/12468:=>ACEEF&5DOY0359<?BB\BBUX $'1!T!! :|  42$c͊s>kek)2$}+מ b=%2$` +ݐQtj2$75#D<#vL3$2$GG4O\$2$GbͶ xN'@>  ( (4 <  # A"B   3  H  C jJ <  # AH  C jJ H  C 1 <  # A <  # AZ  s *A ? ?B S  ?t( 1[.7d <  # A x z({(0I67K8DU ;tt~K!' t # t" t+}!t;4$!t41 E4 _1000509528UU@UUf p ")3BRG#N###&&@(G(l*p***7+;+++0.6.=7H7;;>????????????????????@@@@!@@@@@OA]AAAAAAAAAAAAAABBBBBBBBBBBBBBBCC-C4CCCCCCClDqDVF\FdGkGGGJJN NDTNTQT\TaTlTTTrUsUUUUPaulo de Tarso Mendes LunaC:\Meus documentos\ENE\Teleconferencias Engenharia - empreendedorismo\Curso Gratuito\Plano de Negcios - demais aulas\Aula 02\aula2serempreendedor.docPaulo de Tarso Mendes LunaIC:\WINDOWS\TEMP\Salvamento de AutoRecuperao de aula2serempreendedor.asdPaulo de Tarso Mendes LunaC:\Meus documentos\ENE\Teleconferencias Engenharia - empreendedorismo\Curso Gratuito\Plano de Negcios - demais aulas\Aula 02\aula2serempreendedor.docPaulo de Tarso Mendes LunaC:\Meus documentos\ENE\Teleconferencias Engenharia - empreendedorismo\Curso Gratuito\Plano de Negcios - demais aulas\Aula 02\aula2serempreendedor.docPaulo de Tarso Mendes LunaIC:\WINDOWS\TEMP\Salvamento de AutoRecuperao de aula2serempreendedor.asdPaulo de Tarso Mendes LunaC:\Meus documentos\ENE\Teleconferencias Engenharia - empreendedorismo\Curso Gratuito\Plano de Negcios - demais aulas\Aula 02\aula2serempreendedor.docPaulo de Tarso Mendes LunaIC:\WINDOWS\TEMP\Salvamento de AutoRecuperao de aula2serempreendedor.asdPaulo de Tarso Mendes LunaC:\Meus documentos\ENE\Teleconferencias Engenharia - empreendedorismo\Curso Gratuito\Plano de Negcios - demais aulas\Aula 02\aula2serempreendedor.docLED^\\LORIEN\LED_CURSOS\cursos_via_internet\eng.ee\material do professor\aula02\aula2bibioteca.doc.=C:\WINDOWS\Desktop\Meus Documentos\Ene\aula2visaoempreend.doc 0a!.D}]gH!NK/FdSPWPjzij.4\iUrSPhho(.hho(- hhOJQJo(- hhOJQJo( hhOJQJo( hhOJQJo(hh. hhOJQJo(- hhOJQJo( !NK!iUr.WPj]gHzij0aFd @ I U@@GTimes New Roman5Symbol3& Arial5& Tahoma?& Arial Black]& Swis721 Blk BTArial BlackE& Century Gothic"1:ơ:Ƣ :&0 {E # 0dSUaE ApresentaoOSP.